Homossexualidade: como contar para família e amigos sobre orientação sexual?


Antes de iniciarmos o artigo, deixamos claro: o que importa é a autoaceitação.

Como você se sente e lida com sua própria sexualidade. Contar para a família deve ser apenas uma das necessidades que você pode sentir em relação a isso, pois o importante em primeiro lugar é sentir-se bem consigo mesmo. Se você não se sente bem e sofre por conta da sua orientação sexual, procure um bom psicólogo (aquele que pauta-se em princípios éticos e não religiosos) para que você possa se compreender e passar por isso. 

Caso seja necessário a procura por um profissional de psicologia, recomendo que vejam essa matéria sobre como encontrar um bom terapeuta que saiba trabalhar com essa questão.

Apesar dos recentres retrocessos por conta das ondas de conservadorismo que tem assolado o país, a homossexualidade tem avançado muito ao longo dos tempos, entretanto, ainda é um tabu assim como praticamente tudo que envolve a sexualidade. Assumir a homossexualidade não é algo fácil e também não há uma forma padrão de se fazer isso.

Na base familiar monogâmica, o modelo heterossexual ainda predomina, então contar para uma família pautada nesses princípios pode gerar uma grande pressão e ansiedade. Assim, considerando que você sente-se seguro com sua orientação sexual, para diminuir as mágoas e riscos que podem surgir durante e após esse momento, é necessário se preparar levando em conta algumas questões.

Segurança

- O preconceito e dinâmica familiar deve ser levada em consideração. Como é a relação dos seus pais entre si, com você e com todo o contexto e pessoas presentes no ambiente. Se você acredita que contar sobre sexualidade pode expor você a agressão verbal, física e até mesmo risco de morte, o ideal é que você não conte no momento e procure outras saídas para dialogar com ambos. 


Conversar com pessoas já assumidas


- Perguntar para pessoas assumidas como foi o processo pode ser mais útil do que você imagina. Provavelmente algumas dessas pessoas trarão experiencias positivas e negativas em relação a isso. Esses relatos poderão ajudar você a se preparar diante de situações adversas que poderão aparecer e que você nem imaginou.

Ter apoio de amigos e parentes

- Parentes e amigos que o apoiam e tenham certa proximidade com sua família, poderão ajudar seus pais a manterem a calma diante da situação se a reação deles for crítica. Essas pessoas são importantes para que te apoiem emocionalmente diante dos novos fatos. Reflita sobre todas as possíveis reações com essa pessoa e se achar necessário, esteja com ela no momento da conversa.


Ter bons argumentos sobre sua orientação sexual e da própria homossexualidade


- Isso é importante para fazer com que seus pais reflitam sobre como você se sente e o porque é importante pra você o apoio deles. Dialogue com eles sobre o que é a homossexualidade e os oriente sobre a questão, pois muitas pessoas odeiam os homossexuais, mas se quer sabem o mínimo sobre esse tema.

Independência familiar

- Muitos homossexuais que sentem vontade de contar pra família, ainda são dependente deles. Uma das reações mais comuns quando os pais são preconceituosos e não aceitam a orientação dos filhos é colocar pra fora de casa. Tenha segurança de que se isso acontecer, você terá para onde ir e/ou terá o apoio de outras pessoas para que possam acolhe-lo.

Lembre-se, todo mundo nasceu para ser feliz e que família não significa ter apenas o mesmo sangue. Se sua família não te aceita, não abra mão de ser quem você é e de sua felicidade pessoal apenas para ser aceito por pessoas que não te amam de verdade. Quando as pessoas cobram mudanças daquilo que somos, significa que elas se importam mais consigo próprias do que com os outros. Procure sempre construir novos laços de amizade, carinho, amor e compreensão, pois esses critérios correspondem muito mais ao conceito família, do que o vinculo pelo próprio sangue.


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Portal de Psicologia Jovem com Ciência
Psicólogo Ailton Melo  
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Referências:


ARAGÃO, R. O homem é desse mundo: para entender a masculinidade como um processo  histórico. In: COLLING, Leandro; THÜRLER, Djalma. (Org.). Estudos e política do CUS - Grupo de Pesquisa Cultura e Sexualidade. Salvador: EDUFBA, 2013, p. 344. 

BEN-ARI, A. The discovery that an offspring is gay: Parents’, gay men’s, and lesbians’ perspectives, Journal of Homosexuality, v. 30, p. 89-112, 1995.

SILVA, J. C. Entre a afetividade e a homofobia familiar: história de jovens gays em suas tessituras familiares. XI Encontro Regional Nordeste de Historia Oral, Universidade Federal de Fortaleza-UFC, fortaleza, Ceará, 2017, 15 p.

Homossexualidade: como contar para família e amigos sobre orientação sexual? Homossexualidade: como contar para família e amigos sobre orientação sexual? Reviewed by Ailton Melo on dezembro 29, 2017 Rating: 5

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