Reforma trabalhista e assédio moral no trabalho: saiba como identificar


Com a entrada da reforma trabalhista em vigor, uma das maiores mudanças está relacionada a flexibilização da relação do empregador e colaborador. Horários, salário e jornadas de trabalho agora são circunstâncias que ambos podem decidir mediante critérios estabelecidos entre si. Essa maior flexibilidade entre as relações trabalhistas podem ser uma lacuna nas questões que envolvem assédio moral no trabalho, sendo essas uma das maiores criticas a reforma já aprovada. No Brasil, os casos de assédio são conhecidos de longa data, mesmo com as denúncias recebidas, existem inúmeros casos que não são denunciados por conta do medo de represálias das empresas. 

Por esse motivo, trazemos alguns pontos a serem considerados sobre assédio e como identificar esses tipos de situações vexatórias e humilhantes, assim comecemos com oque é assédio moral:

Também conhecido como Mobbing, é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.

 Condutas mais comuns de assédio moral:

- Dar instruções confusas e imprecisas;

- bloquear o andamento do trabalho alheio;

- atribuir erros imaginários;

- ignorar a presença de funcionário na frente de outros;

- pedir trabalhos urgentes sem necessidade;

- pedir a execução de tarefas sem interesse;

- fazer críticas em público;

- sobrecarregar o funcionário de trabalho;

- não cumprimentar e não dirigir a palavra ao empregado;

- impor horários injustificados;

- fazer circular boatos maldosos e calúnias sobre a pessoa;

- forçar a demissão;

- insinuar que o funcionário tem problemas mentais ou familiares;

- transferir o empregado de setor ou de horário, para isolá-lo;

- não lhe atribuir tarefas;

- retirar seus instrumentos de trabalho (telefone, fax, computador, mesa);

- agredir preferencialmente quando está a sós com o assediado;

- proibir os colegas de falar e almoçar com a pessoa.Devemos agir da seguinte forma:
A exposição a situações vexatórias e humilhantes comprometem a saúde mental do sujeito

A primeira coisa a se fazer é uma denuncia, pois omitindo os fatos as pessoas que praticam do assédio vão não só continuar, mas também aumentar os abusos contra os trabalhadores.

-Procure seu sindicato, relate oque aconteceu e denuncie;

-Relate também aos médicos e advogados do sindicato;

-Denuncie na justiça do trabalho, ministério publico, comissão dos direitos humanos;

-Recorrer ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo;

-Reunir provas, testemunhas, documentos que comprovam o tempo de serviço e testemunhas contra os abusos sofridos.

                                                                E lembre-se:

Procure sempre a justiça para tentar encontrar um caminho para este problema, a fim de manter sua saúde emocional, física, bem como a sua dignidade e moral preservada.

Obter ajuda:

Publicado por:
Portal de Psicologia Jovem com Ciência
Psicólogo Ailton Melo  
Portal: jovemcomciencia.com
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Referências:

INÁCIO, A P. A reforma trabalhista na CLT Lei 13.467/2017. 2017, 83p.

LIMA F, FRANCISCO, C. Elementos Constitutivos do Assédio Moral nas Relações Laborais e a Responsabilização do Empregador. Revista do Ministério Público do Trabalho do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso do Sul, n 01, 2007.

BRASIL, Lei nº 13.467, de 13 DE julho de 2017. Brasília, 2017.
Reforma trabalhista e assédio moral no trabalho: saiba como identificar Reforma trabalhista e assédio moral no trabalho: saiba como identificar Reviewed by Ailton Melo on dezembro 26, 2017 Rating: 5

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