Quando o paciente cria resistência à mudança na psicoterapia



O medo do arrependimento pode ser uma importante fonte de resistência.


Ao longo dos anos em meus atendimentos clínicos e sociais como estudante, tenho notado que uma das principais fontes de resistência à mudança na psicoterapia é o medo do arrependimento. Em outras palavras, se você está fazendo algo há anos e isso não tem funcionado, mudar significa que você tem que lidar com o arrependimento de não ter feito isso há muito tempo. 

Por exemplo, uma das maiores dificuldades de mudança apresentadas por meus pacientes esteve relacionada a suas experiências familiares na infância. Com o processo terapêutico, eles até compreendem a relação de seu passado com as causas de seus sofrimentos atuais, no entanto eles relatam que se sentem presos a essas situações passadas por não terem conseguido vivenciar outros tipos de relação e então são dominados pelo sentimento do arrependimento. Muitas de suas falas são: "e se eu tivesse feito isso...", "e se nossa relação não fosse pra esse caminho...".

Em conclusão, quaisquer que sejam as razões irrefletidas para o comportamento autodestrutivo, o reconhecimento da origem do problema não é necessariamente o único antídoto. Para mudar, também temos que tolerar o arrependimento e nos perdoar por ter nos comportado de forma autodestrutiva por tanto tempo. Há um preço para a mudança e temos que estar dispostos a pagá-lo.

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Publicado por:
Portal de Psicologia Jovem com Ciência
Psicólogo Ailton Melo  
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Quando o paciente cria resistência à mudança na psicoterapia Quando o paciente cria resistência à mudança na psicoterapia Reviewed by Ailton Melo on fevereiro 19, 2019 Rating: 5

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